
Julião Sarmento... Alberta Marques Fernandes
Jornal 2, 10 e trinta, dia 14 de Novembro! Directo com a inauguração da Exposição de Amadeu Souza Cardoso na Gulbenkian em Lisboa. Uma repórter da RTP entrevista Julião Sarmento. Julião Sarmento diz o óbvio: "os artistas fazem arte essencialmente para os outros artistas!" entre outras coisas, relativas às linguagens contemporâneas de cada artista... como sempre foi a partir da idade moderna, com artistas como Degas, Picasso, Renoir...
Interrupção na emissão do directo!...
...para ouvir o impensável...
Aparece a Alberta Marques Fernandes com cara de parva, muito chocada, com a visão de Julião Sarmento. Com um sorriso estúpido de quem se julga mais inteligente do que os espectadores diz: "É uma visão muito estranha a deste artista, a de fazer arte essencialmente para os outros artistas"... e falou e falou e falou (disparates sobre este assunto) em chave de ouro a emissão do telejornal que apresentou com a sua postura cada vez mais parola e bruta. É o jornalismo que temos ainda no Serviço Público. Espero que o Governo se lembre também limpar este lixo, logo num canal que deve ser exemplar. (se fosse na TVI, a senhora Alberta até se tinha saído bem... pelo menos eu não ouvia!).
Concorde-se ou não, o Julião Sarmento tem razão no que diz. Ele fez uma observação factual do que sempre existiu desde que a arte passou a ter uma dimensão para além do figurativo. A admiração desta jornalista foi proveniente da sua ignorância e da sua falta de humildade e estupidez... Ela só demonstrou que além de não visitar as exposições de arte contemporânea, a não ser para arranjar uns quadros para condizer com a mobília, conspurca em "praça pública" a seriedade de quem trabalha e de quem estuda a arte. Goste-se ou não, mas é bom saber que Cézanne era tido como um péssimo artistas no seu tempo...
3 comments:
hum... eu considero que as pessoas não devem julgar outras com tanta facilidade... but there you go :P Será que te posso chamar parvo? Posso, pois... ficar-me-ia bem?? não creio... Pergunto-me... se dissesses umas bacoradas relativas a literatura ou linguística, teria eu o direito de de insulta?...
*de te insultar
(não o conheço de lado nenhum para lhe permitir que se dirija em tom informal.)
Não, não tem o direito de me insultar a mim nem a ninguém. Se entendeu este texto como um insulto, então só devo lamentar a sua limitada capacidade de interpretação.
E vá chamar "parvo" a gente da sua laia.
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